segunda-feira, 8 de março de 2010

Prima Donna (Porque sim...)

Sim... às vezes basta-se respirar para nos apaixonarmos... cruzamo-nos na rua e deixamos entrar em nós toda a essência de um perfume estranhamente familiar que se sente pela primeira vez... como se fosse uma arma de destruição maciça ao nosso ser... Acontece por magia... ou milagre... ou então apenas porque sim... porque era esse o desígnio... não dos deuses... talvez da vida... ou melhor... porque é apenas a minha vontade... sim, talvez seja apenas isso...enquanto...


...Desces a rua em direcção a mim... não me conheces neste caminho... já nos teremos cruzado antes?!... nesta rua sou apenas mais um dos que na obliquidade te apreciam e... por segundos... no meu caso O instante... prendem o olhar antes de seguirem o seu caminho... num suspiro profundo de quem viu a perfeição...

...Não me conheces nesta vida... mas sabes como penso e sinto... desvendas o meu sorriso num qualquer som... mas não o meu rosto... não a mim... apenas o “eu” imaginado... Esse que não tem defeitos... não gagueja.. não roboriza na tua presença... não te olha de esguelha mas enfrenta-te... cru... simples como gostas... não aprecia o teu andar nem a tua beleza... apenas sabe que a tem com ele... um alter ego.. ele... de mim... a beleza... a tua... que não se vê...e tu...


...Não sei porque apareceste. Não estava à espera e apanhaste-me desprevenida... e na dúvida. Não sei mais o meu caminho. Mas porquê agora??? Perdi-me no passado e ao me ao julgar-me em casa apareces e mexes...Estou farta destes olhares famintos cada vez que desço a rua... Espera... não és tu?! Pensar que não te conheço... mas chegaste a mim como se já o fizesses à anos, num normal e quotidiano entrar em casa e..."Olá cheguei..." Tenho medo. É tudo demasiado simples...


...Foi isso que me encantou em ti... a tua genuinidade... seres tu sem medo de ninguém... não te perceber e deixar-me dominar... e ao abrir os olhos lá estás... tu... que não te conheço...às vezes não é preciso amar... basta sentir a ilusão ou dúvida para se viver no limbo... desse animal que não se dá ao respeito... o amor... e que às perguntas apenas responde... porque sim...

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