Sabes há dias em que sinto saudades tuas... quase todos é verdade... embora haja aqueles dias em que chega a ser angustiante sentir a tua falta... saudades de pouco... do muito que é a tua simples companhia... de te poder tocar... sentir o teu perfume... estar apenas a olhar para ti... no vazio do tempo... sem que este me persiga e castigue com o inútil passar dos dias... sem partilhar... sem viver de facto no mundo que se quer... resignando-nos ao que ele nos traz... De tudo o que vai e vem no seu passar... tu foste e és o que mais lamento ter partido... e o que mais anseio chegar...
Sabes há dias em que tu deixas de ser um fantasma ausente e passas a ser produto de uma representação imaginada no vazio das coisas... que não é do tempo nem do espaço... és dentro de mim a esperança e a alegria de não te ter perdido no meu âmago... e naquele momento... naquele suspirar lá estás tu... em que quer que seja que visualize...
Sabes há dias que anseio que sejas o sol que chegue e me tire da noite... no escuro há demasiadas estrelas onde nos procuramos encontrar... que não veria se te tivesse... que não repararia se não estivesse perdido... na escuridão... afinal o que se procura é o lugar ao sol... não o lamento melancólico do canto das estrelas... belo talvez... solitário demais...
domingo, 7 de fevereiro de 2010
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