quarta-feira, 8 de julho de 2009

Encontros...

Passo por ti sem te reconhecer… Sinto-te uma desconhecida com quem me cruzo, como tantos os outros ao longo do dia… Estranho como se vive nos opostos… Ontem eras tudo para mim... Hoje és uma memória… pela qual passo sem reconhecer…

- Como as pessoas mudam! …

Grita uma voz familiar no fundo de mim... Sinto a falta dessas vozes… Que reconheceria em qual cruzar transeunte… só com um olhar… e no entanto nunca foi tudo para mim… mas parte… de um mundo que me faz falta… é outra memória que desejo revisitar… Mas por ti!?... Passo sem te reconhecer… mesmo agora quando os nossos olhos se cruzaram…

Entre passos que nos afastam hesito em olhar para trás e tentar reconhecer-te… Não vale a pena… Estás cada vez mais longe… e assim ainda menos te reconheço… já vais longe e ficaste sombra… Mas continuo a caminhar… e entre passos tento procurar alguém que reconheça… de um passado que ainda não vivi…

- Isso é quando menos esperares, pá!!!

Voltam as vozes… Sussurrando uníssonas… E o desespero de tanto as ter ouvido… Grito… Mudo de rua… E caminho sozinho… passo após passo… cada vez mais rápido submisso do tempo que nos consome… reconheço o desespero… deixo-o correr nas veias… cada vez mais rápido como os meus passos… paro e sorrio… reconhecendo o que ousara procurar… em mim… no meu reflexo… onde sempre estiveste… encontro-me… mudo de rua… volto às pessoas… e deixo-te reconhecer-me…

Mas por ti… passo outra vez… e reconheço-te… somente como parte do passado…


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