Todos temos uma pessoa ao lado... ou pelo menos gostariamos de ter... Alguém para partilhar tudo o que somos e queremos ser... tudo o que pensamos ou gostariamos de sentir... todo o nosso imaginário e a nossa realidade...
Na ausência remanesce o sentimento da procura... seja a mais simples verdade das coisas... ou a verdade das coisas simples... que teimamos em codificar em enredos intermináveis e complexos...
Tudo o que interessa é a essência.. e nada importa saber sem se partilhar... com a pessoa ao lado... e tal como Pessoa nos nossos mais diversos quadrantes... na complexidade de nós... com a simplicidade da partilha... com a pessoa ao lado... que está porque queremos...
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
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A verdade das coisas...tudo o que somos e queremos ser não é mais que uma miragem, um desejo que alimentamos, desenhamos e vamos representando...
ResponderEliminarNunca somos a essencia...ou para não desiludir a pessoa ao lado, ou para não chorar por causa da pessoa ao lado...
Os nossos códigos são o escudo protector, a rede que não nos deveria deixar cair desamparados no chão...porque a partilha exige entrega e a pessoa ao lado olha para nós segundo o seu prisma, com angústias, desejos, planos, projectos próprios e nem sempre lineares.
Queremos uma pessoa ao lado para partilhar...ou entao, simplesmente, porque temos fobia à solidão, porque é angustiante projectarmos-nos sozinhos entre um cigarro, um copo de vinho e uma música cuja letra desejamos secretamente ter escrito um dia...
Nada importa saber sem se partilhar...mas...o que queremos nós partilhar? E o que queremos que a pessoa ao lado partilhe connosco? A essencia (que nós proprios tentamos a todo o custo silenciar...) ou o lado solar????
Queremos que essa pessoa partilhe connosco a sua atenção... a sua presença... o seu escutar atento e interessado das banalidades que dizemos, escrevemos ou pensamos.. alto demais para ficar só para nós...
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